Filosofia = Philosophia = Filosofia
«A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser.» António Pinela, Reflexões.

Sócrates (470-399 a C),
o pai da Filosofia, que por ela morreu conversando com os seus discípulos.

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A desigualdades entre os homens

segundo Rousseau


António A. B. Pinela

Edição do Autor

Publicação: www.eurosophia.com

Formato: PDF

Publicado em: 2010 

48 pp.

Preço de custo: € 2,40

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Sobre o autor
 

António A. B. Pinela fez a sua licenciatura e mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deste então, a sua actividade profissional desenvolveu-se no ensino: Leccionou em várias escolas secundárias e, nos últimos dez anos da sua carreira, foi orientador de estágio pedagógico, no ensino secundário, primeiro em colaboração com a Universidade Católica, em Lisboa, depois, com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Participou em diversas actividades sobre educação. Após a aposentação dedicou-se à escrita.

 

Introdução

O século das Luzes assistiu à sucessão de extraordinários fenómenos. Viu a ciência alcançar progressos bem definidos, maravilhou-se com o brilhantismo das Artes e com o esplendor das Letras, enquanto nos salões parisienses via agitarem-se ideias que inspiraram a Revolução Francesa de 1789 e apreciava a era industrial a desabrochar nas minas de hulha da anti­ga Albion. Um mundo acabava: o ancien régime; outro começava: o mundo moderno (no sentido de diferente, de inovador). Um mundo em que a crítica ganha foros de cidadania e a tolerância passa a ser considerada, na medida em que o homem ganha consciência de que o progresso não é pos­sível sem que estes elementos (crítica e tolerância), a par da liberdade, te­nham lugar.

Este tipo de pensamento, que se desenvolve no século XVIII, preten­de in­troduzir mudanças no seio da governação, no sentido das transforma­ções sociais. Rousseau é um espectador e um actor atento a tais mudanças ou intenções, mas nem sempre estas são do agrado do filósofo que escreveu o Contrato Social, por isso entrará em desacordo, senão mesmo em ruptura, com alguns pensadores seus coetâneos.

Seja como for, este filósofo, que alguns chamam de controverso pelas posições que tomou em vários momentos da sua vida, contribuiu significa­tivamente para aquelas mudanças. Diz que ele inspirou mesmo os revolucio­nários de 1789.

Um dos fenómenos que preocupava os homens das Luzes era a cons­tatação das profundas desigualdades existentes entre os homens. A Rous­seau não é alheia esta problemática, tanto assim que lhe dedica o seu segun­do Discours. É precisamente esta sua obra, assim como a temática das desi­gualdades que constituem os ingredientes que nos moti­vam a escrever sobre as «Causas e consequências da desigualdade entre os homens». Consequente­mente, serve-nos de informação e base de re­flexão o Discours sur l'origine et les fondements de l'inégalité parmi les hommes de Rous­seau, embora consultemos outras das suas obras, como não poderia deixar de ser. Os Apontamentos obtidos no seminário, «A Filosofia no tempo de Mozart», bem como a obra de Paul Hazard, O pensamento europeu no sé­culo XVIII, permitem-nos uma me­lhor compreensão do pensamento filosó­fico neste século.

Quanto à metodologia, e para nossa própria aprendizagem, optámos pela hermenêutica do texto, sem ignorarmos que nem sempre é possível «fugir» à descrição narrativa, e que a análise reflexiva é um imperativo da prática do trabalho filosófico.

Quanto aos objectivos do presente trabalho, pretendemos identifi­car, primordialmente, as causas que, na perspectiva de Rousseau, provo­caram a profunda desigualdade que se faz sentir entre os homens, bem como a ob­jectivação do seu resultado. Enfim, procuraremos, tanto quanto nos for pos­sível, ser fiel ao pensamento de Rousseau, embora, num ou outro caso, pos­samos expender a nossa própria opinião e façamos algumas breves compa­rações com os fenómenos da política social do nosso tempo, se bem que a filosofia do século XVIII não seja a filosofia da nossa vivência, mas é, com certeza, uma filosofia que continua a dar motivos de reflexão ao nosso tempo.

 

Índice

I - PRELIMINARES

1. Introdução

2. Breves considerações sobre as desigualdades

II - ESTADO DE NATUREZA VERSUS ESTADO SOCIAL

1. A natureza humana

2. Formas e origem das desigualdades entre os homens

III - CONSEQUÊNCIAS DAS DESIGUALDADES

1. O género humano e a nova ordem

2. O poder arbitrário dos governantes

IV - NOTA FINAL

BIBLIOGRAFIA

 

Artigos Diversos

 

A Aventura do Conhecimento Científico

A Coerência Política

A Escola Hoje

A essência da Religião e os Oportunismos

A Experiência Estética

A felicidade é uma atitude perante a vida

A Resistência à Mudança

Autoconfiança e Auto-estima

Autonomia das Ciências

Contradições da Natureza Humana

Definição de Religião

Democracia e Liberdade

Educação e Ensino

Ética e Cidadania

Formação Política

Funções do Professor

Fundamentos do Sistema Educativo

Incompatibilidade entre Política e Religião

Liberdade Vesus Responsabilidade

O amigo faz a diferença

O direito

O Estado Social é o Caminho

O Estudo da Filosofia

O Eu, a Mudança e a Decisão

O homem é, Antes de Tudo, Uma Pessoa, Não Um funcionário

O homem e as suas atitudes

O Homem, Natureza e Cultura

O linguarejar de algumas criaturas

O lugar da política na contemporaneidade

O lugar da política no tempo hodierno

O Que é a Ciência?

Os Caminhos a Percorrer

Os Princípios e a Prática

Os Princípios e os Ideais Políticos

O Valor do Trabalho

Os Valores da Liberdade

Para que serve a Filosofia

Pensamento convergente versus Pensamento divergente

Queda e enforcamento de Saddam Hussein

Que é a Filosofia?

Quem tem medo da Filosofia (2)

Quem tem medo da Filosofia

Regresso ao Existencialismo

Sensibilidade e Juízo Estético

Ser de esquerda ou de direita hoje

Somos vistos pelo que fazemos, não pelo que parecemos

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Última actualização: 12 May 2010 15:59:16