Filosofia = Philosophia = Filosofia
«A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser.» António Pinela, Reflexões.

Sócrates (470-399 a C),
o pai da Filosofia, que por ela morreu conversando com os seus discípulos.

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Felicidade e Natureza Humana

Segundo David Hume

 

António A. B. Pinela

Edição do Autor

Publicação: www.eurosophia.com

Formato: PDF

Publicado em: 2010

74 pp.

Preço de custo: € 3,70

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Sobre o autor
 

António A. B. Pinela fez a sua licenciatura e mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deste então, a sua actividade profissional desenvolveu-se no ensino: Leccionou em várias escolas secundárias e, nos últimos dez anos da sua carreira, foi orientador de estágio pedagógico, no ensino secundário, primeiro em colaboração com a Universidade Católica, em Lisboa, depois, com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Participou em diversas actividades sobre educação. Após a aposentação dedicou-se à escrita.

 
 

INTRODUÇÃO

A “felicidade” é um daqueles temas que está pouco tratado entre nós e, contudo, a todos implica. Quem não sente o desejo de viver uma vida tranquila, liberta de preocupações excessivas, plena de satisfação, alegre? O mais taciturno dos homens conduzirá, por certo, a sua vida no sentido da felicidade; a mais maquiavélica das mentes exercitará a sua acção espúria para atingir os objectos da sua paixão; o espírito benfazejo não terá outra coisa em mente senão a felicidade, contribuindo com a sua prática que os outros a tenham. Numa palavra, todos queremos ser felizes. Esta é a razão do presente trabalho: reflectir sobre a felicidade e natureza humana, ainda que modo bastante circunscrito.

São suporte deste escrito, os Ensaios Morais (O Epicurista, O estóico, O Platónico e O Céptico) de Hume, embora utilize algumas referências de outras obras do mesmo autor. Não li comentadores dos Ensaios, propus-me, para minha própria aprendizagem, desenvolver, digamos, uma certa hermenêutica dos textos de Hume. Assim, é minha intenção interpretar, sem adulterar, o que Hume entende por realização de uma vida feliz, embora tenha consciência de que não é uma tarefa fácil, tendo em conta o estilo literário de Hume que nos deixa, por vezes, muitas dúvidas de interpretação, mas também nos deixa o gosto e o entusiasmo pela descoberta e novidade do tema.

A primeira parte do trabalho procura explicar que, afinal, a felicidade humana, meta para que todos tendemos, está intimamente relacionada com a nossa conduta, o nosso modo de ser e estar na vida. É também tido em consideração os reparos que Hume faz quanto à possibilidade das regras de arte determinarem a felicidade, ideia que ele rejeita, visto que as paixões humanas não obedecem a espartilhos e manifestam-se das mais variedades formas. São também consideradas como contribuição para a vivência do prazer, as situações de trabalho, de repouso, bom como de saúde. Por último, regista-se que os objectos susceptíveis de proporcionar satisfação ao homem devem procurar-se fora do sujeito da paixão e não, apenas, na esfera do ‘eu’.

A segunda parte centra-se, essencialmente, sobre a paixão e a felicidade, crítica à generalização de princípio e influência da filosofia. No que respeita à primeira questão, constata-se que sem uma vida de paixão não é possível feliz, ainda que nem sempre aquela siga o caminho da virtuosidade. De qualquer forma, só é feliz, aquele que efectivamente concretize as suas tendências, sejam elas virtuosas ou viciosas. Quanto aos segundo tema, Hume critica, sem contemplação, sábios e filósofos que pretenderam generalizar as suas próprias vivências, tornando-as princípios que outros deveriam seguir, se desejassem em felicidade. Conclui-se nesta reflexão que só ocasionalmente os princípios – de ordem moral – serão seguidos, mas sem que cada um se preocupe com eles. Finalmente, quanto à influência da filosofia, penso que Hume não rejeita totalmente esta possibilidade, embora vá dizendo que só indirectamente, não como guia, mas como um saber que pode, em algumas circunstâncias, sugerir maneiras de melhorar o aproveitamento dos objectos dos nossos desejos, sem procurar substituí-los nem limitá-los.

No termo desta introdução, direi que tenho plena consciência de que, neste trabalho, não são tratadas exaustivamente todas as ideias contida nos Ensaios Morais, nem é essa a minha pretensão. O texto que se segue é, tão-somente, uma leitura possível de entre tantas, dada a riqueza temática que Hume desenvolve e a especificidade do assunto.

 
 

Índice

INTRODUÇÃO

I - TODOS QUEREMOS SER FELIZES

1. Felicidade e conduta humana

2. Regras de arte e sabedoria da natureza

3. Repouso, trabalho, saúde e prazer

4. A exterioridade dos objectos da felicidade

II - TENDÊNCIAS E PRINCÍPIOS

Paixão versus felicidade

2. Crítica à generalização de princípios

3. Influência da Filosofia

CONCLUSÃO

BIBLIOGRAFIA

 

 

Artigos Diversos

 

A Aventura do Conhecimento Científico

A Coerência Política

A Escola Hoje

A essência da Religião e os Oportunismos

A Experiência Estética

A felicidade é uma atitude perante a vida

A Resistência à Mudança

Autoconfiança e Auto-estima

Autonomia das Ciências

Contradições da Natureza Humana

Definição de Religião

Democracia e Liberdade

Educação e Ensino

Ética e Cidadania

Formação Política

Funções do Professor

Fundamentos do Sistema Educativo

Incompatibilidade entre Política e Religião

Liberdade Vesus Responsabilidade

O amigo faz a diferença

O direito

O Estado Social é o Caminho

O Estudo da Filosofia

O Eu, a Mudança e a Decisão

O homem é, Antes de Tudo, Uma Pessoa, Não Um funcionário

O homem e as suas atitudes

O Homem, Natureza e Cultura

O linguarejar de algumas criaturas

O lugar da política na contemporaneidade

O lugar da política no tempo hodierno

O Que é a Ciência?

Os Caminhos a Percorrer

Os Princípios e a Prática

Os Princípios e os Ideais Políticos

O Valor do Trabalho

Os Valores da Liberdade

Para que serve a Filosofia

Pensamento convergente versus Pensamento divergente

Queda e enforcamento de Saddam Hussein

Que é a Filosofia?

Quem tem medo da Filosofia (2)

Quem tem medo da Filosofia

Regresso ao Existencialismo

Sensibilidade e Juízo Estético

Ser de esquerda ou de direita hoje

Somos vistos pelo que fazemos, não pelo que parecemos

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Última actualização: 12 May 2010 15:59:16