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Verdade
Todos queremos, sábios ou
ignorantes, conhecer a verdade e evitar o erro. Esta inclinação é
inata, embora possamos dizer que a educação e o hábito podem
desenvolvê-la e até especializá-la. Todavia, a fonte dessa
inclinação está na nossa natureza inteligente. Neste sentido, pode
dizer-se que a vontade de saber é desinteressada. Amamos a verdade
em si mesma, independentemente das vantagens que nos pode trazer. A
verdade é o objecto próprio e o alimento natural e necessário do
nosso espírito. Buscá-la é a sua imposição, contemplá-la a
satisfação. Todavia, a inteligência não pode saciar-se, nunca,
plenamente. À medida que cresce o saber, cresce o desejo de mais
verdade. Mas o homem não se satisfaz com um conhecimento qualquer.
Não lhe basta saber que existe determinada coisa, que se deu um
certo facto, quer saber o como, o porquê das coisas. Ou seja, quer
compreender, dar razão das coisas, Portanto, se o homem é um animal
racional, a razão sente a necessidade de conhecer o porquê das
coisas, isto é, as causas e os princípios. É por isso que nos
admiramos ao ver uma coisa que não compreendemos. A admiração é
resultado do desconhecimento e porque a razão está privada do seu
objecto.
Verificação
Controlo da verdade de uma
teoria, de uma afirmação. A verificação é o terceiro momento do
método experimental, segundo J. Stuart Mill, o primeiro é a
observação, o segundo a "indução", ou formulação da hipótese. A
verificação consiste em considerar todos os casos possíveis de
hipóteses explicativas que se tenham formulado: é o momento da
«experimentação», cuja finalidade é definir as relações necessárias
e constantes entre os fenómenos, a partir das quais se estabelece a
lei científica. |