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Como
Tales, também Anaximadro se preocupou com a origem das coisas,
discípulo e sucessor daquele, dá continuidade e desenvolve, a seu
modo, as doutrinas do mestre. Natural de Mileto, filho de
Praxíades de Mileto, Anaximandro terá vivido por volta de 610 a
547 a. C. Da sua vida nada é conhecido.
Para
Anaximandro, o princípio (ou arqué) de todas as coisas é o
apeiron (indefinido ou infinito). Ao contrário de Tales que
dizia que o princípio era a água. A sua doutrina acerca da
Natureza (physis) diverge, portanto, da do seu mestre. Não aceita
o filósofo que a origem do real provenha de um
elemento particular. Isto porque o particular é limitado, como
tal, não pode ser origem das “coisas”. Portanto, deverá haver algo
anterior à água ou a qualquer outro elemento e que permita
compreender todo o limitado; algo gerador de todas as coisas mas
não gerado; algo imortal e indissolúvel; algo eterno. Seguindo o
raciocínio da Anaximandro, só
o
ilimitado é imortal, indissolúvel e eterno.
Segundo a tradição, parece ter sido
o primeiro pensador a escrever e a publicar escritos de natureza
filosófica. O seu livro ter-se-á chamado “Acerca da Natureza”.
Esta Obra, ao que se diz, escrita em prosa, constitui algo de
original para uma época em que o saber era, normalmente,
transmitido em verso.
Chegou até nós apenas um fragmento.
Aristóteles e Teofrasto tiveram oportunidade de ler «Acerca da
Natureza» na sua totalidade, segundo dizem alguns autores.
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