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Joaquim
de Carvalho (Figueira da Foz, 1892 - Coimbra, 1958), ensaísta e
professor universitário da História da Filosofia Moderna, na Faculdade
de Letras da Universidade de Coimbra. Notabilizou-se como historiador da
cultura filosófica portuguesa. Foi influenciado pelo neokantismo da
escola de Marburgo e pelo pensamento de Espinosa. Os estudos deste
filósofo estendem-se a trabalhos de historiografia e da cultura
portuguesa, bem como a diversos ensaios de vária índole. Não lhe é
alheio o tema da saudade.
Na sua obra avultam: Leão Hebreu, Filósofo (1918), Para a História do
Platonismo no Renascimento (1918), Espinosa Perante a Consciência
Portuguesa Contemporânea (1922), Desenvolvimento da Filosofia em
Portugal Durante a Idade Média (1927), A Cultura Renascente em Portugal
(1929), Oróbio de Castro e o Espinosismo (1935), Descartes e a Cultura
Filosófica Portuguesa (1939), Leibniz e a Cultura Portuguesa (1949),
Problemática da Saudade (1950), Elementos Constitutivos da Consciência
Saudosa (1952), Francisco Sanches, Filósofo (1952). Várias obras sobre
estudos da cultura portuguesa. |