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Filósofo
francês (1926-1984), professor da Faculdade de Letras de
Clermont-Ferrant, foi um dos pensadores franceses que marcou
decisivamente o panorama filosófico do nosso tempo. Elaborou uma nova
metodologia de investigação para as ciências humanas, mas é associado
frequentemente à corrente estruturalista.
Procura fazer a arqueologia do saber,
não no sentido de buscar as suas origens remotas, mas de estudar os a
priori de uma época, as articulações que informam as relações entre o
saber e o poder, numa teia sempre transitória, onde o interdito (o
sexo, a loucura, a prisão, a doença) e o permitido (a razão, a ordem,
o poder), se explicam e implicam mutuamente. Neste sentido,
priviligiou, nas suas investigações a loucura, as ciências biológicas
e linguísticas, a delinquência e a sexualidade.
Obras:
História da Loucura na Idade
Clássica (1961), O Nascimento da Clínica: uma Arqueologia sob o Olhar
Médico (1963), As Palavras e as Coisas: uma arqueologia das
ciências humanas (1966); A Ordem do Discurso (1971); História da
Sexualidade (1976); A Vontade de Saber (1976). |