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Filósofo e
escritor dinamarquês (Copenhaga, 1813-1855), é considerado o fundador
do
existencialismo, ou das filosofias da
existência. A sua afirmação incondicional do valor e da
irreductibilidade da vida individual é, na origem, uma reacção contra
os sistemas filosóficos (como o de Hegel). A sua reflexão está
intimamente ligada às vicissitudes da sua vida, e à figura da sua
noiva, Regina Olsen. As suas análises da angústia, da solidão e do
destino conduzem a uma filosofia do homem face a Deus, do tempo
em contacto com a eternidade. A sua concepção dos estádios sobre o
caminho da vida em estados estético (ou sensível), ético (ou
reflectido) e religioso tornou-se clássica.
O pensamento de Kierkegaard marcou profundamente a filosofia
contemporânea (Heidegger, Jaspers, K. Barth, Sartre, G. Marcel).
Destacamos as seguintes obras: Diário de
um Sedutor (1843); Temor e Tremor (1843); Uma Tentativa de Psicologia
Experimental (1843); O Conceito de Angústia (1844); Etapas no Caminho
da Vida (1845); Post-scriptum ou «Migalhas filosóficas» (1846); O
Desespero Humano (1849). |