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Filósofo
francês de origem lituana (n. 1906). Segundo ele, a filosofia (e
com ela a ciência e eventualmente a própria cultura ocidental)
teria tendência para reduzir ao Mesmo tudo o que se opõe a ela
como Outro. O conhecimento representaria assim uma estratégia de
apropriação, de dominação, presente até na relação do homem com o
homem. Inspirando-se na tradição hebraica, Lévinas procura pensar
de outro modo esta relação; o outro, como rosto que me enfrenta,
não é da ordem da representação, mas há nele a presença ausente da
ideia do Infinito, que me ordena e que o torna indominável.
Obras: Totalidade e Infinito, Autrement qu'être,
En découvrant l'existence avec Husserl et Heidegger. Cf. O
Mesmo e o Outro |