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Filósofo
francês (1908-1961). Estudou Filosofia na École Normale Supérieur
(1926-1930). Foi professor no Liceu de Beauvais (1931-1933) e no liceu
de Chartres (1934-1935). Foi admitido como professor agregado na escola
onde estudou (1935-1939). Foi mestre de conferências e professor na
Universidade de Lyon, a partir de 1945, em 1949 obteve a cátedra de
Psicologia e de Pedagogia na Sorbonne, em 1952 foi eleito como membro do
Colégio de França. Morreu prematuramente, aos 53 anos de idade, não
deixando, por isso, de exercer uma profunda influência no âmbito
da linguagem e da estética. Merleau-Ponty é um dos expoentes do
existencialismo e da fenomenologia francesa.
Ele previa, antes de morrer, desenvolver a sua filosofia, no sentido de
uma meditação sobre as relações que unem a experiência vivida à verdade
pensada (uma obra que será intitulada A Origem da Verdade). A sua
filosofia terá, enfim, querido culminar numa metafísica do conhecimento
(com o Homem Transcendental).
A partir de 1945, fundou, com Sartre, a revista Les Temps Modernes. A
sua reflexão sobre os problemas políticos e, em particular, sobre o
marxismo leva-o a tomar uma posição de esquerda, mas afastado do
comunismo; é então que ele se separa de Sartre (1953).
Obras mais importantes: A Estrutura do Comportamento (tese de
doutoramento),1942; Fenomenologia da Percepção (1945); Humanismo e
Terror (1947); Senso e não Senso (1948); Elogio da Filosofia (1953); As
Aventuras da Dialéctica (1955); Signos (1960); O Visível e o Invisível
(obra póstuma), 1964. |