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Filósofo
grego, filho de Mnesarco, nasceu em Samos, provavelmente em 571-
570 a.C. Foi para a Itália em 532-31 e morreu em 497-96 a.C. Diz-se que
foi discípulo de Anaximandro e que viajou pelo Egipto e pelos países do
Oriente. O que se sabe, ao certo, é que emigrou de Samos para a Grande
Grécia e que fundou a sua escola em Crotona, particularmente envolta de
grande rigor ético. A sua escola foi uma associação religiosa e política
além de filosófica.
Para ele, tanto os números como a oposição finito-infinito
constituíam a substância de todas as coisas. Atribui-se-lhe a descoberta
da tabuada, do sistema decimal e do teorema do quadrado da hipotenusa
(teorema de Pitágoras). No que concerne à sua doutrina religiosa, o seu
ponto central é a creça na transmigração das almas, aliada uma forma de
vida altamente ascética.
É muito provável que Pitágoras não tenha escrito um livro, a darmos
crédito no que diz Aristóteles, que não conhece nenhum escrito seu. Com
efeito, segundo o secretismo que envolvia o pitagorismo, não seria fácil
distinguir os contributos que cada um deu, mestre e discípulos, para a
fundamentação da doutrina. Uma vez que esta era secreta, a sua
transgressão acarretava excomunhão. |