Filosofia = Philosophia = Filosofia
«A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser.» António Pinela, Reflexões.

Sócrates (470-399 a C),
o pai da Filosofia, que por ela morreu conversando com os seus discípulos.

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Organização e Desenvolvimento Curricular

Planificação da Prática Lectiva

 

de António A. B. Pinela

Edição do Autor

ISBN: 9789892018652

Publicação e comercialização: www.sitiodolivro.pt

Publicado em: 2010

344 pp.

 

DISPONÍVEL NA LIVRARIA DO SÍTIO DO LIVRO 

www.sitiodolivro.pt

 

Sobre o autor
 


António A. B. Pinela fez a sua licenciatura e mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deste então, a sua actividade profissional desenvolveu-se no ensino: Leccionou em várias escolas secundárias e, nos últimos dez anos da sua carreira, foi orientador de estágio pedagógico, no ensino secundário, primeiro em colaboração com a Universidade Católica, em Lisboa, depois, com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Participou em diversas actividades sobre educação. Após a aposentação dedicou-se à escrita. Este é primeiro livro que publica.

 
 

INTRODUÇÃO

Intenção O que me motivou a escrever este trabalho foi, em primeiro lugar, o desejo de organizar as minhas próprias experiências enquanto professor e como Orientador de Estágio Pedagógico – Ramo Educacional –, primeiro a trabalhar com a Universidade Católica (Lisboa), depois com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; em segundo lugar, por verificar que faz sentido incluir num só texto temas que encontramos dispersos por várias obras, mas que constituem um todo que se traduz na Organização e Desenvolvimento Curricular.

Não quero com isto dizer que aquela multiplicidade de obras não seja útil aos professores. É evidente que o é. Se não considerasse positivamente aquelas obras, que sentido faria indicar muitas delas na bibliografia?

O meu trabalho é, portanto, o reflexo da minha própria experiência, mas também do estudo que tenho desenvolvido, desde o início da minha actividade como professor.

O que me faz dizer que, afinal, pouco criei. Mas fiz e faço uma leitura da actividade docente, traduzi uma experiência, elaborei um texto na profunda convicção de que «Um texto é sempre gerado por outro texto, um sentido é sempre expressão de um sentido – o caos não ilumina, – uma acção prolonga sempre uma acção.[1]»

blico-alvo – Esta obra destina-se, em primeiro lugar, aos Licenciados que ingressam nos estágios – Ramo Educacional –, com vista à sua profissionalização, quer em actividades na Universidade, primeira parte do estágio, quer nas escolas: estágio pedagógico; aos alunos das Licenciaturas em ensino, cursos de formação profissionalizante integrada; aos alunos das Escolas Superiores de Educação, professores para o Ensino Básico. Em segundo lugar, destina-se a todos os Professores que pretendam ter à mão um instrumento de trabalho que, eventualmente, lhes possa ser útil em situações específicas da sua prática lectiva.

Âmbito – Farei uma abordagem que envolve a actividade docente, nas suas múltiplas dimensões. Neste texto reflicto sobre «O Sistema Educativo» (Introdução − 2), «A Escola» (Introdução − 3). Analisa-se em que medida o professor intervém nos vários níveis desta Instituição, que actividade exerce para além da função primeira e primordial, que é a actividade docente. Discorro sobre o «Currículo» (Introdução − 4), o seu significado e amplitude. O Desenvolvimento do Processo Curricular constitui a parte central do presente estudo, faz a abordagem, passo-a-passo, da «Planificação do Processo de Ensino/Aprendizagem» (I). A partir do desenvolvimento destas tarefas, trata-se da «Implementação do Pro­ces­so Curricular» (II), que tarefas desenvolver para que a prática lectiva não se torne um pesadelo, como por vezes acontece? Por isso, reflecte-se também sobre as características dos alunos, que é preciso conhecer, e como recolher essa informação; sobre o modo de adaptar o currículo à realidade concreta, as turmas que são distribuídas aos docentes; a organização e condução da lição também fazem parte destas preocupações, etc.

Não deixei de introduzir o tema «Visita de Estudo» (II-5), actividade nem sempre muito considerada nas planificações.

A «Avaliação da Aprendizagem» (III) é talvez a tarefa mais difícil que o docente tem de realizar. Quando e para quê avaliar, qual a função da avaliação, que tipos de avaliação efectuar, como construir os instrumentos de avaliação, com que objectividade e justiça avaliamos os nossos alunos, que rigor imprimimos à classificação final dos alunos? Procura-se dar resposta a estas e a outras questões que por certo o ajudarão.

A Inovação Pedagógica é uma exigência que não pode ser ignorada. O professor do nosso tempo não pode ficar “agarrado” a preconceitos, tem de olhar para a novidade e integrá-la no seu quotidiano profissional. Dar atenção às novas exigências da denominada «Sociedade de Informação» e integrá-las na educação é já inovar a prática lectiva. O docente tem de estar atento à novidade, se não quer ser ultrapassado pelos seus próprios alunos.

Glossário – A terminologia em Ciências da Educação não está rigorosamente fixada, e creio que é difícil fixá-la. Mas isso não é um obstáculo para o nosso trabalho. Com efeito, tomamos como emprestados muitos dos vocábulos empregues por outras ciências. Na escola ensinamos várias ciências, e isso influencia-nos beneficamente, porque o saber é um todo e não um conjunto feito de fragmentos desligados. Contudo, procurei introduzir, neste texto, um glossário, mais ou menos abrangente, que numa primeira abordagem possa elucidar o leitor.

A terminologia incluída foi objecto de pesquisa na bibliografia indicada e na abundante legislação publicada sobre a Reforma do Sistema Educativo.

Bibliografia – A ideia de uma bibliografia um tanto extensa prende-se com a intenção de proporcionar ao leitor interessado o aprofundamento, mais específico, de qualquer um dos temas da Organização e Desenvolvimento Curricular. Basta uma leitura interessada para se dar conta da in­clusão de um variadíssimo leque de opções, que permitirão ulteriores aprofundamentos.

 

ÍNDICE
 

INTRODUÇÃO.

1. DESENVOLVIMENTO CURRICULAR

2. O SISTEMA EDUCATIVO

2.1. Fundamentos do Sistema Educativo

2.2. Organização do Sistema Educativo

3. A ESCOLA

3.1. A Escola Hoje

3.2. Funções do Professor

4. O CURRÍCULO

4.1. Educação e Ensino

4.2. Concepção de Currículo
 

I – PLANIFICAÇÃO DA PRÁTICA LECTIVA

1. Características da Planificação

2. Tipos de Planificação

2.1. Planificação Anual

2.2. Planificação de Unidade

2.3. Planificação de Aula/Núcleo de Aulas (a Lição)

3. Finalidades, Metas e Objectivos

3.1. Definição e Selecção de Objectivos

3.2. Tipos de Objectivos

3.2.1. Objectivos Gerais

3.2.2. Objectivos Específicos

3.3. Características dos Objectivos

3.4. Objectivos Mínimos e de Desenvolvimento

3.5. Lista Ilustrativa de Objectivos Gerais e Específicos

4. Estratégias de Ensino/Aprendizagem

4.1. Estratégias Globais

4.1.1. Ensino Centrado na Descoberta

4.1.2. Ensino Centrado no Processo de Aprendizagem

4.1.3. Ensino Centrado nos Conteúdos

4.2. Selecção de Métodos e Suas Características Gerais

4.2.1. Método da Discussão/Debate (grandes grupos)

4.2.2. Método da Exposição/Participação

4.2.3. Método da Leitura, Análise e Comentário de Texto

4.2.4. Método do Trabalho de Grupo

4.2.5. Método do Ensaio Escrito

4.2.6. Método Para o Visionamento de Filmes/Vídeos

4.2.7. Método do Caso

4.3. Actividades

4.4. Recursos Educativos

4.5. Gestão dos Tempos Lectivos
 

II – IMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR

1. Diagnóstico das Características dos Alunos

1.1. Tipos de Diagnóstico

1.2. Objectivos Pós-Diagnóstico

2. Adaptação do Currículo à Realidade “ALUNOS”

3. Organização e Condução da Lição

3.1. Expressão e Comunicação

3.2. Comunicação/Diálogo na Sala de Aula

3.3. A Relação Pedagógica

4. A Lição

4.1. Motivação da Aprendizagem

4.2. A Aula (ou a Lição)

4.3. Organização da Sala de Aula (espaço)

4.4. Início, desenvolvimento e termo da lição

5. Visita de Estudo
 

III. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

1. Concepções dA Avaliação

1.1. Objectivos da Avaliação

1.2. Quando e Para Quê Avaliar

1.3. Funções da Avaliação

2. Instrumentos de Medição

2.1. Instrumentos Subjectivos

2.2. Instrumentos Objectivos

2.3 Instrumentos de Avaliação/Tipo de Questões

3. Tipos de avaliação

3.1. Avaliação Diagnóstica

3.2. Avaliação Contínua

3.3. Avaliação Formativa

3.4. Avaliação Sumativa

4. Critérios de Avaliação

5. Avaliação do Nível de Consecução

5.1. Análise da Progressão

5.2. Medição

5.3. Avaliação

6. Reorganização dA APRENDIZAGEM

7. Classificação dos Alunos
 

INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

1. Características

2. O Contributo das Tecnologias
 

CONCLUSÃO
 

GLOSSÁRIO
 

BIBLIOGRAFIA

 

DISPONÍVEL NA LIVRARIA DO SÍTIO DO LIVRO

www.sitiodolivro.pt

 

[1]Joaquim Cerqueira Gonçalves, Fazer Filosofia - Como e Onde, Braga, FFUCP, 1990, p. 79.

 

 

Artigos Diversos

 

A Aventura do Conhecimento Científico

A Coerência Política

A Escola Hoje

A essência da Religião e os Oportunismos

A Experiência Estética

A felicidade é uma atitude perante a vida

A Resistência à Mudança

Autoconfiança e Auto-estima

Autonomia das Ciências

Contradições da Natureza Humana

Definição de Religião

Democracia e Liberdade

Educação e Ensino

Ética e Cidadania

Formação Política

Funções do Professor

Fundamentos do Sistema Educativo

Incompatibilidade entre Política e Religião

Liberdade Vesus Responsabilidade

O amigo faz a diferença

O direito

O Estado Social é o Caminho

O Estudo da Filosofia

O Eu, a Mudança e a Decisão

O homem é, Antes de Tudo, Uma Pessoa, Não Um funcionário

O homem e as suas atitudes

O Homem, Natureza e Cultura

O linguarejar de algumas criaturas

O lugar da política na contemporaneidade

O lugar da política no tempo hodierno

O Que é a Ciência?

Os Caminhos a Percorrer

Os Princípios e a Prática

Os Princípios e os Ideais Políticos

O Valor do Trabalho

Os Valores da Liberdade

Para que serve a Filosofia

Pensamento convergente versus Pensamento divergente

Queda e enforcamento de Saddam Hussein

Que é a Filosofia?

Quem tem medo da Filosofia (2)

Quem tem medo da Filosofia

Regresso ao Existencialismo

Sensibilidade e Juízo Estético

Ser de esquerda ou de direita hoje

Somos vistos pelo que fazemos, não pelo que parecemos

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Última actualização: 12 May 2010 15:59:16