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A Felicidade Segundo Santo Agostinho

 

© António A. B. Pinela, 2010

Edição: Do autor

Formato: eBook

Páginas: 69

Publicação e comercialização: www.eurosophia.com

Preço: € 5,40  4,30

 

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Sobre o autor
 

António A. B. Pinela fez a sua licenciatura e mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deste então, a sua actividade profissional desenvolveu-se no ensino: Leccionou em várias escolas secundárias e, nos últimos anos da sua carreira, foi orientador de estágio pedagógico, no ensino secundário, primeiro em colaboração com a Universidade Católica, em Lisboa, depois, com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Participou em diversas actividades sobre educação. Após a aposentação dedica-se à escrita.

 
 

Analisar o pensamento do Santos Agostinho, mesmo que a análise se limite ao diálogo De beata uita, é uma tarefa muito interessante, mas, ao mesmo tempo, nada fácil. A leitura do Diálogo sugere-nos, com frequência, outras leituras do próprio autor, como por exemplo De Ordine, Contra Académicos e Confissões. No entanto, tive que fazer opções quanto à metodologia a seguir: ler ou reler outros textos de Agostinho que me ajudariam a compreender os conteúdos do Diálogo, mas que, por certo, me influenciariam na sua interpretação, ou reflectir sobre De beata uita a partir do próprio texto? Tendo em conta os objectivos do seminário e as orientações recebidas, optei pela segunda hipótese, por duas razões: a primeira, porque este Diálogo vale por si mesmo e a hermenêutica do texto não será influenciada por outras leituras, embora, como é óbvio, eu tenha sofrido, no sentido positivo, influências decorrentes dos debates desenvolvidos no Seminário de Mestrado, que muito me ajudaram; a segunda razão prende-se com o facto de esta ser para mim uma experiência nova, proceder à análise integral de um texto, com o objectivo de o interpretar e escrever o resultado da própria reflexão. Neste sentido, esforçar-me-ei, tanto quanto me for possível, por apreender a mensagem que Santo Agostinho transmite, embora tenha plena consciência de que não conseguirei esgotar as tendências abordadas por Agostinho. Pois, o que proponho com a minha reflexão é tão só uma leitura do texto de entre outras possíveis. Consequentemente, na perspectiva de melhor alcançar o sentido do tema que Agostinho propõe, seguirei a sua orientação pedagógica, isto é, não me desviarei muito da ordem sequencial do Diálogo.

A abordagem do Diálogo Sobre a Felicidade, de Santo Agostinho, tem por objectivo analisar e compreender o modo como o Santo abandonou uma vida, que considerava indigna, e se dirigiu para outra, a vida virtuosa, por meio do conhecimento de Deus. Por conseguinte, o presente trabalho centra-se mais concretamente num período muito particular da vida de Agostinho e pode ser datado. É a época em que ele parte com algumas familiares e amigos para Cassicíaco.

O meu interesse pelo estudo do Diálogo de Agostinho deriva do facto de me interessar pela problemática da felicidade. Não é verdade que todos  (cada um a seu modo) queremos ser felizes? É o que pensa Agostinho, com o qual estou totalmente de acordo, embora ele tenha escrito este belo livro em 386.

Santo Agostinho procurou e encontrou a felicidade em Deus, outros pensam encontrar aquele estado espiritual em outros objectivos. Santo Agostinho não prejudicou ninguém com a sua escolha; poder-se-á dizer o mesmo de outros que aspiram à felicidade? Uma olhadela pelo que se passa à nossa volta dir-nos-á que não.

Mas voltemos ao texto De beata uita. A sua leitura como que nos transporta para o mundo de Agostinho, isto é, para o mundo que ele descreve consubstanciado na sua vivência e que nos leva a imaginar uma personalidade atractiva, possuída de um coração que pulsa ao ritmo da vida que quer viver, mas que também se preocupa com os outros. Por isso, indaga a verdade, não pelo simples facto de a procurar, mas porque a ama, do mesmo modo se interessa pela vida feliz, porque quer ser feliz.

Devido a grandiosidade do assunto, estou consciente de que a abordagem que faço do texto de Agostinho não é exaustiva, não só por eventual falta de capacidade interpretativa do autor, como também pela riqueza de conteúdos e pela abundância de imagens que Agostinho imprime à obra. Assim, a divisão do trabalho em quatro capítulos não tem outro sentido senão o de aproximar conteúdos e, por esta forma, conseguir uma melhor compreensão da beata uita, segundo Agostinho.

 Índice

 INTRODUÇÃO.

I - O caminho para felicidade

II - Interioridade espiritual e virtude

III - Mediação da Filosofia e da Trindade

IV - Plenitude, sabedoria e felicidade

CONCLUSÃO

BBLIOGRAFIA

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