Filosofia = Philosophia = Filosofia
«A Filosofia é uma concepção do mundo e da vida, é amor pela sabedoria, é reflexão crítica e investigativa do conhecimento e do ser.» António Pinela, Reflexões.

Sócrates (470-399 a C),
o pai da Filosofia, que por ela morreu conversando com os seus discípulos.

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A Felicidade Segundo Santo Agostinho


António A. B. Pinela

Edição do Autor

Publicação: www.eurosophia.com

Formato: PDF

Publicado em: 2010

63 pp.

Preço de custo: € 3,15

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Sobre o autor
 

António A. B. Pinela fez a sua licenciatura e mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deste então, a sua actividade profissional desenvolveu-se no ensino: Leccionou em várias escolas secundárias e, nos últimos dez anos da sua carreira, foi orientador de estágio pedagógico, no ensino secundário, primeiro em colaboração com a Universidade Católica, em Lisboa, depois, com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Participou em diversas actividades sobre educação. Após a aposentação dedicou-se à escrita.

 
 

Analisar o pensamento do Santos Agostinho, mesmo que a análise se limite ao diálogo De beata uita, é uma tarefa muito interessante, mas, ao mesmo tempo, nada fácil. A leitura do Diálogo sugere-nos, com frequência, outras leituras do próprio autor, como por exemplo De Ordine, Contra Académicos e Confissões. No entanto, tive que fazer opções quanto à metodologia a seguir: ler ou reler outros textos de Agostinho que me ajudariam a compreender os conteúdos do Diálogo, mas que, por certo, me influenciariam na sua interpretação, ou reflectir sobre De beata uita a partir do próprio texto? Tendo em conta os objectivos do seminário e as orientações recebidas, optei pela segunda hipótese, por duas razões: a primeira, porque este Diálogo vale por si mesmo e a hermenêutica do texto não será influenciada por outras leituras, embora, como é óbvio, eu tenha sofrido, no sentido positivo, influências decorrentes dos debates desenvolvidos no Seminário de Mestrado, que muito me ajudaram; a segunda razão prende-se com o facto de esta ser para mim uma experiência nova, proceder à análise integral de um texto, com o objectivo de o interpretar e escrever o resultado da própria reflexão. Neste sentido, esforçar-me-ei, tanto quanto me for possível, por apreender a mensagem que Santo Agostinho transmite, embora tenha plena consciência de que não conseguirei esgotar as tendências abordadas por Agostinho. Pois, o que proponho com a minha reflexão é tão só uma leitura do texto de entre outras possíveis. Consequentemente, na perspectiva de melhor alcançar o sentido do tema que Agostinho propõe, seguirei a sua orientação pedagógica, isto é, não me desviarei muito da ordem sequencial do Diálogo.

A abordagem do Diálogo Sobre a Felicidade, de Santo Agostinho, tem por objectivo analisar e compreender o modo como o Santo abandonou uma vida, que considerava indigna, e se dirigiu para outra, a vida virtuosa, por meio do conhecimento de Deus. Por conseguinte, o presente trabalho centra-se mais concretamente num período muito particular da vida de Agostinho e pode ser datado. É a época em que ele parte com algumas familiares e amigos para Cassicíaco.

O meu interesse pelo estudo do Diálogo de Agostinho deriva do facto de me interessar pela problemática da felicidade. Não é verdade que todos  (cada um a seu modo) queremos ser felizes? É o que pensa Agostinho, com o qual estou totalmente de acordo, embora ele tenha escrito este belo livro em 386.

Santo Agostinho procurou e encontrou a felicidade em Deus, outros pensam encontrar aquele estado espiritual em outros objectivos. Santo Agostinho não prejudicou ninguém com a sua escolha; poder-se-á dizer o mesmo de outros que aspiram à felicidade? Uma olhadela pelo que se passa à nossa volta dir-nos-á que não.

Mas voltemos ao texto De beata uita. A sua leitura como que nos transporta para o mundo de Agostinho, isto é, para o mundo que ele descreve consubstanciado na sua vivência e que nos leva a imaginar uma personalidade atractiva, possuída de um coração que pulsa ao ritmo da vida que quer viver, mas que também se preocupa com os outros. Por isso, indaga a verdade, não pelo simples facto de a procurar, mas porque a ama, do mesmo modo se interessa pela vida feliz, porque quer ser feliz.

Devido a grandiosidade do assunto, estou consciente de que a abordagem que faço do texto de Agostinho não é exaustiva, não só por eventual falta de capacidade interpretativa do autor, como também pela riqueza de conteúdos e pela abundância de imagens que Agostinho imprime à obra. Assim, a divisão do trabalho em quatro capítulos não tem outro sentido senão o de aproximar conteúdos e, por esta forma, conseguir uma melhor compreensão da beata uita, segundo Agostinho.

 Índice

 INTRODUÇÃO.

I - O caminho para felicidade

II - Interioridade espiritual e virtude

III - Mediação da Filosofia e da Trindade

IV - Penitude, sabedoria e felicidade

CONCLUSÃO

BBLIOGRAFIA

 

Artigos Diversos

 

A Aventura do Conhecimento Científico

A Coerência Política

A Escola Hoje

A essência da Religião e os Oportunismos

A Experiência Estética

A felicidade é uma atitude perante a vida

A Resistência à Mudança

Autoconfiança e Auto-estima

Autonomia das Ciências

Contradições da Natureza Humana

Definição de Religião

Democracia e Liberdade

Educação e Ensino

Ética e Cidadania

Formação Política

Funções do Professor

Fundamentos do Sistema Educativo

Incompatibilidade entre Política e Religião

Liberdade Vesus Responsabilidade

O amigo faz a diferença

O direito

O Estado Social é o Caminho

O Estudo da Filosofia

O Eu, a Mudança e a Decisão

O homem é, Antes de Tudo, Uma Pessoa, Não Um funcionário

O homem e as suas atitudes

O Homem, Natureza e Cultura

O linguarejar de algumas criaturas

O lugar da política na contemporaneidade

O lugar da política no tempo hodierno

O Que é a Ciência?

Os Caminhos a Percorrer

Os Princípios e a Prática

Os Princípios e os Ideais Políticos

O Valor do Trabalho

Os Valores da Liberdade

Para que serve a Filosofia

Pensamento convergente versus Pensamento divergente

Queda e enforcamento de Saddam Hussein

Que é a Filosofia?

Quem tem medo da Filosofia (2)

Quem tem medo da Filosofia

Regresso ao Existencialismo

Sensibilidade e Juízo Estético

Ser de esquerda ou de direita hoje

Somos vistos pelo que fazemos, não pelo que parecemos

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Última actualização: 12 May 2010 15:59:16