Sócrates, Platão e Aristóteles e a fundamentação da Filosofia

Início Filósofos Mito Pensamentos Provérbios Sabia que... Glossário Escola Pedagogia Links

EuroSofia é um espaço de reflexão e de edição de textos

Utilização dos textos

Contactos

 

Ciência

A Aventura do Conhecimento Científico

O Que é a Ciência?

Autonomia das Ciências

Conhecimento

Pensamento convergente versus Pensamento divergente

Direitos Humanos

A situação das mulheres no Afeganistão: uma imagem peerturbadora

Queda e enforcamento de Saddam Hussein

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Estética

Sensibilidade e Juízo Estético

A Experiência Estética

Ética

Ética e Cidadania

Os Princípios e a Prática

Filosofia

O ensino da Filosofia

Quem tem medo da Filosofia (2)

Para que serve a Filosofia

O Eu, a Mudança e a Decisão

Contradições da Natureza Humana

Regresso ao Existencialismo

Porque pensam, se e é que pensam

Quem tem medo da Filosofia

Caminhos a Percorrer

Somos vistos pelo que fazemos, não pelo que parecemos

Resistência à Mudança

O Estudo da Filosofia

O Sentido da Educação Filosófica

Ciências Filosóficas

Sete sábios da Grécia

Que é a Filosofia?

Filosofia da Cultura

O Homem, Natureza e Cultura

Instruídos, educados e cultos

Filosofia da Religião

A essência da Religião e os Oportunismos

Incompatibilidade entre Política e Religião

Definição de Religião

Filosofia do Direito

O direito

Obrigação e Poder Político

Filosofia Política

Não raro, a política convive mal com a ética

O Estado Social é o Caminho

O lugar da política na contemporaneidade

Os Princípios e os Ideais Políticos

O lugar da política no tempo hodierno

A Coerência Política

Ser de esquerda ou de direita hoje

Democracia e Liberdade

Formação Política

O linguarejar de algumas criaturas

Valores

Os valores do nosso tempo

A exoneração da vida

A felicidade é uma atitude perante a vida

O amigo faz a diferença

O homem é, Antes de Tudo, Uma Pessoa, Não Um funcionário

Autoconfiança e Auto-estima

Liberdade Versus Responsabilidade

O Valor do Trabalho

Os Valores da Liberdade

O homem e as suas atitudes

visualizações

Hit Counter

 

 

A Razão Universal em Álvaro Ribeiro

 

© António A. B. Pinela, 2010

Edição do Autor

Formato: eBook

Páginas: 98

Publicação e comercialização: www.eurosophia.com

Preço: € 6,00  4,80

Como comprar?

 

1. Faça o pagamento por Multibanco ou Transferência Bancária:

 

Multibanco (Apenas para pedidos feitos em Portugal)

Para:

NIB: 0035 0141 00058527400 70

 

Transferência bancária

Transferências nacionais:

NIB: 0035 0141 00058527400 70

 

 

Transferências internacionais:

IBAN: PT50 0035 0141 00058527400 70

BIC SWIFT:

CGDIPTPL

 

2. Depois de efectuar o pagamento, clique aqui em Encomenda

 

3. Após a recepção dos seus dados, e comprovada a transferência, ser-lhe-á enviada a sua compra para o seu e-mail.

 

Se tiver alguma dúvida, não hesite, contacte-nos.

Obrigado pela sua preferência.

 
 
Sobre o autor
 

António A. B. Pinela fez a sua licenciatura e mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. E deste então, a sua actividade profissional desenvolveu-se no ensino: Leccionou em várias escolas secundárias e, nos últimos anos da sua carreira, foi orientador de estágio pedagógico, no ensino secundário, primeiro em colaboração com a Universidade Católica, em Lisboa, depois, com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Participou em diversas actividades sobre educação. Após a aposentação dedica-se à escrita.

 

INTRODUÇÃO

Procurar saber até que ponto a língua portuguesa é um bom veículo de expressão da Filosofia, problema levantado por Álvaro Ribeiro, era, inicialmente, o âmbito do nosso interesse pelo estudo da obra A Arte de Filosofar; no entanto, as leituras e reflexões ulteriores, efectuadas no Seminário «Cultura, Literatura e Filosofia: Leitura de Textos Portugue­ses» inflectiram o nosso interesse e estendemos, por isso, o estudo à I Parte da obra, «A Razão Universal», tema que colhemos de Ribeiro para título do presente estudo.

Temos consciência de que a obra que nos propomos analisar trata de questões de difícil abordagem e, como se tal não bastasse, o próprio autor não ajuda muito a compreender alguns temas que aborda, dado que, com frequência, inicia reflexões que não conclui ou esclarece, mas que apenas refere de passagem, o que dificulta, por vezes, uma clara apreen­são das intenções do filósofo. De qualquer modo, achámos interessante analisar as temáticas que Ribeiro traz à discussão e, tanto quanto nos for possível, esclarecê-las e atribuir-lhe o devido valor, segundo a nossa leitura.

Foi, de facto, «A aptidão da língua portuguesa para a Filosofia» (rubrica I) que nos fez interessar pelo temário proposto por Álvaro Ribeiro. A leitura da obra fez-nos pensar que temos o hábito de desvalorizar tudo (ou quase) quanto é português, até a própria língua! Diz-se que não se houve música portuguesa, porque o dizer ou o cantar não é tão sonoro ou melódico como o cantar e dizer em língua inglesa, por exemplo; não se vê ou vêem-se pouco os filmes portugueses, porque os filmes america­nos ou ingleses têm qualidade superior; não se lê ou lêem-se poucos en­saios e outras obras científicas ou filosóficas de autores portugueses, por­que os nossos investigadores ainda não atingiram os níveis alcançados lá fora; enfim, mais concretamente, no que concerne à Filosofia, não temos um Kant ou um Hegel, um Descartes ou um Sartre, um Hume ou um Russell que nos sirva de bilhete-postal, para que se faça luz sobre as reais capacidades do pensar em português! E, todavia, como pensa Ribeiro, a nossa língua não é menos apta que as outras línguas românicas para a tradução e para expressar a razão humana, visto que a razão é universal e a todos cumpre por igual o privilégio da sua comunicação.

Tendo em conta «A complexidade da linguagem e o rigor da comunicação» (rubrica II), e porque o tema anterior o sugere, abordaremos a importância do signo linguístico, como elemento fundamental da co­municação e realçaremos o valor ontológico do discurso, sem esquecer que falar, implica o concurso de "todo o corpo" e não apenas de alguns ór­gãos próprios, como querem os positivistas

Na sequência do presente estudo, cabe analisar o valor e o sentido lógico das palavras, já que os positivistas tendem a substituí-las por símbolos, devido a que, na sua opinião, estes são mais estáveis e rigorosos que as próprias palavras. Pois, para eles, como se escreve em III.1, «Só o conhecimento dos factos é fecundo» e é só por meio da linguagem sim­bólica que tal conhecimento é possível. Relega-se, assim, para um plano secundário a linguagem natural. Daí que o estudo de «A significação das palavras, as novas teses e os princípios lógicos» (rubrica III) tenha sen­tido, a fim de se verificar até que ponto a redução das palavras a símbo­los, mesmo que limitada às ciências experimentais, permite o desenvol­vimento intelectual ou a possibilidade da inovação. Ora, se as palavras são, por assim dizer, entidades "vivas", as suas significações, e não a simbologia das ciências, são necessárias à expressão da razão e à possi­bilidade de elaboração de novas teses.

A «Razão e crença, pensamento e realidade» (rubrica IV), último tema que se reflecte, aborda a universalidade da razão, visto que sem ela não é possível prosseguir o caminho que se situa entre a ciência e a igno­rância. Enfim, a reflexão em torno desta rubrica encaminha-nos para a compreensão das verdades lógica (verdade dos conhecimentos) e onto­lógica (verdade das coisas) inseridas no contexto da Natureza que apenas conhecemos imperfeita­mente.

Não poderíamos deixar de reflectir sobre o sobrenatural que não podemos conhecer empiricamente, mas que nos dá a garantia de acesso não só a conhecimentos particulares, como também a conhecimentos su­periores ou universais, sem esquecermos que, como, pensa Ribeiro, ao conhecimento de Deus só chegaremos por meio de inferências.

A finalizar esta introdução, devemos esclarecer que, para além do estudo da obra de Álvaro Ribeiro, A Arte de Filosofar, serviu-nos de apoio e consulta os apontamentos e textos de apoio fornecidos no Semi­nário supra citado, bem como as obras indicadas em bibliografia.

 
 

Índice

INTRODUÇÃO
 

I - A LÍNGUA PORTUGUESA E A FILOSOFIA

1. A exigência do rigor reflexivo

2. A liberdade de tradução e sentido das palavras

3. A fidelidade ao espírito do idioma
 

II - A COMPLEXIDADE DA LINGUAGEM

1. O estudo do signo linguístico

2. O falso evolucionismo dos linguistas

3. A malha complexa do falar

4. O valor ontológico do discurso
 

III - A SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS

1. O positivismo e o valor lógico da palavra

2. A significação das palavras

3. As novas teses e a tendência dos dialectas

4. A dialéctica e os princípios lógicos
 

IV - RAZÃO, CRENÇA E REALIDADE

1. Razão e crença

2. Verdade lógica e verdade ontológica

3. Observação empírica e teses universais

4. Razão e conhecimento de Deus

 

CONCLUSÃO

 

BIBLIOGRAFIA

 

 
 EuroSophia.com  © 2012. Todos os direitos reservados EuroSofia é um espaço de reflexão e de edição de textos

Contactos