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Sabia que... |
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Este tema tem por objectivo
divulgar o que, eventualmente, já conhecemos ou, pelo menos, assim o
pensamos. Não é verdade que todos nós «pensamos»? No entanto,
ocorre-me perguntar, o que é pensar? Custa pensar ou esta
faculdade da pessoa humana é uma trivialidade, ou existem vários
níveis de pensamento? Pense nisso.
Os temas, objecto da nossa curiosidade, serão expostos por ordem
alfabética: |
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Antero de Quental
Antero
Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 1842-1891), poeta, pensador e
filósofo português. Estudou em Coimbra, onde se licenciou em
Direito. Grande vulto da Geração de 70, de que foi, de certo modo,
mentor. Empenhou-se na revolução da mentalidade das elites no
sentido modernizante, e na revolução social em defesa da classe
trabalhadora. Alcançou projecção europeia. Está traduzido em várias
línguas. Sofrendo, desde 1874, de psicose maníaco-depressiva, acabou
por se suicidar.
No aspecto literário, ele próprio se considera discípulo de Camões.
A poesia de Antero transformou-se em vivência dialéctica da
concepção do mundo. Considerado um dos grandes espíritos da
humanidade, os seus Sonetos alcançaram, segundo estudiosos do
género, alguns dos momentos superiores da poesia portuguesa do
século XIX.
É sobretudo nos seus poemas que encontramos expresso o seu
pensamento filosófico. Leibniz, Kant, Hegel e E. Hartmann
influenciaram o desenvolvimento do seu pensamento. No que respeita à
filosofia social e política, foi Proudhon que lhe serviu de
referência. Com efeito, «o principal significado da obra filosófica
de Antero Quental reside na sua reacção contra o naturalismo e o
positivismo e no seu empenho em fundar uma filosofia com lugar para
as questões metafísicas» (Gustavo de Fraga, in LOGOS).
Os seus Sonetos, de intensa dimensão filosófica, são dos mais belos
da língua portuguesa: Prosas (1923-1931), Leituras Populares (1860),
O Sentimento da Imortalidade (1865), Bom-senso e bom gosto (1865),
Odes Modernas (1865), A Filosofia da Natureza dos Naturalistas
(1886), Sonetos Completos (1886,) O Socialismo e a Moral (1889),
Tenências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX
(1890), Ensaio sobre as bases Filosóficas da Moral ou Filosofia da
Liberdade (1893), Prosas (1923, em 3 vols.). |
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Ideias (Onde estão as)
«Quando muitas vezes os
jornalistas dizem que não há ideias, esquecem-se de que é preciso ir
procurá-las onde elas estão: no trabalho dos filósofos. E os
filósofos portugueses trabalham. Talvez de uma forma demasiado
silenciosa, mas trabalham. Só que - ao contrário do que se tinha a
ilusão de acontecer noutros tempos - as ideias que eles produzem não
se traduzem directamente em efeitos políticos. São políticas, por
vezes , mas de uma forma indirecta. E por isso passam despercebidas,
em tempos em que o que não é directo não tem tempo para existir. Por
exemplo: um dos maiores pensadores americanos, Willard Quine, morreu
há semanas. Não vi uma única linha nos jornais portugueses. É pena.
Mas não será também culpa dos filósofos portugueses que não chamaram
a atenção para o acontecimento? Comentando o facto com o meu amigo
João Sáagua, ele dizia: «se fosse o Derrida, tinha páginas e
páginas...» (Eduardo Prado Coelho, «O Fio do Horizonte», in
Jornal Público, Edição de Lisboa, 16 de Fevereiro de 2001). |
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Marcelo
Caetano
Marcelo Caetano nasceu em Lisboa a 17
de Agosto de 1906, doutorado em Direito, investigador e professor,
foi o último Primeiro-Ministro do Estado Novo (desde 1968 até
Abril de 1974), sucedendo a António de Oliveira Salazar (1889 – 1970). Após a
revolução de 25 Abril de 1974, obrigado ao exílio, vai para São
Paulo, Brasil, em Maio de 1974, de onde não quis regressar. Morreu
no Rio de Janeiro a 26 de Outubro de 1980. |
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Opus Dei
Prelatura
da Santa Cruz e Opus Dei. É uma instituição católica fundada em
Espanha, em 2 de Outubro de 1928, para a difusão em todos os
ambientes da sociedade, através do trabalho profissional, da
vivência cristã assumida como apelo à santidade. Podem pertencer ao
Opus Dei (obra ou Labor de Deus), todas as pessoas, seja qual
for o seu talento, profissão ou estatuto. Os seus membros são,
portanto, de ambos os sexos e de todas as classes (sacerdotes,
leigos, casados e solteiros). Constitui, desde 1982, prelatura
pessoal. Conta com cerca de 85 mil fiéis. Em Portugal há cerca de
2000.
No dia 6 de Outubro de 2002, cerca de 250 mil pessoas, de 87 países,
participaram na Praça de S. Pedro, em Roma, na cerimónia de
canonização de Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei.
A cerimónia de canonização foi presidida por João Paulo II. Portugal
não teve, naturalmente, nesta cerimónia, nenhuma representação de
Estado. No entanto, segundo a comunicação social, estiveram
presentes em Roma cerca de 2500 pessoas. |
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Ordem
As Ordens são «entidades
públicas, obrigatórias, criadas por acto do Estado, para desempenhar
determinadas tarefas públicas delegadas, nomeadamente a titulação
profissional, a salvaguarda da qualidade dos serviços profissionais,
a observância dos deveres deontológicos. Por isso dispõem de poderes
oficiais, editam regulamentos, praticam actos de autoridade, aplicam
sanções disciplinares de natureza pública. Elas são portanto uma
instituição híbrida, um compromisso entre o poder do Estado e
a autonomia profissional. Pertencem à administração pública, embora
sejam essencialmente independentes do Estado. O seu regime jurídico
é correspondentemente misto.
Em qualquer caso, a defesa dos interesses privativos da profissão,
que é própria das associações profissionais, tem de ser
compatibilizada com as tarefas públicas de que as ordens estão
incumbidas. Elas não podem funcionar como se fossem «sindicatos
oficiais» ou «grupos de interesses de direito público». (Vital
Moreira, in Público, de 12 de Setembro de 2000). |
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Pensamento
Acto ou faculdade de pensar.
O pensamento designa mais particularmente o acto de reflectir ou o
produto da reflexão. Distingue-se a noção de "pensamento", que é
reflexivo, da de "conhecimento", que parte imediatamente de um
objecto real [o mundo, os homens, etc.] e não implica
necessariamente a reflexão.
O pensamento pode ser convergente ou divergente. No
primeiro caso é orientado para a obtenção da resposta correcta a um
problema. O indivíduo, colocado perante um problema, submete-se a
instruções rígidas no sentido de encontrar uma solução única. O seu
comportamento é conformista, prudente, rigoroso, mas limitado. No
segundo caso, o pensamento é criador, mensurável através da resposta
a problemas deste tipo: «Que uso pode fazer-se de um computador
pessoal?». Colocado perante um problema desta natureza,
procurar-se-á todas as soluções possíveis, não se limitando à
conformação de uma solução já experimentada. Com efeito,
desenvolve-se as respostas por meio de ensaios e erros, por
aproximação experimental. |
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Perguntaram ao Dalai Lama...
"O que mais te surpreende na Humanidade?"
E ele respondeu:
"Os Homens... porque perdem a
saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a
saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente
de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem
morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido." (Dalai
Lama). |
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Prisão Perpétua
A prisão perpétua
foi abolida, em Portugal, em 1884. |
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Tarrafal
O Tarrafal é uma vila e concelho de Cabo Verde, na ilha de Santiago.
Tem cerca de 17.784 habitantes e ocupa uma superfície de 112,4 km².
Este concelho é constituído apenas por uma freguesia: Santo Amaro
Abade.
A vila ficou tristemente célebre por albergar um campo de
concentração onde eram encerrados os inimigos políticos do
regime ditatorial de Salazar.
A abertura do campo do Tarrafal ocorreu em 29 de Outubro de 1936,
por ordem do ditador, tornando-se cativeiro e lugar
de morte para muitos resistentes à ditadura fascista. |
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Tratado de Roma
O Tratado de Roma
esteve na origem da União Europeia. Foi assinado por seis ministros
dos negócios estrangeiros dos seis países fundadores de uma Europa
unificada, na cidade do mesmo nome, a 25 de Março de 1957. |
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